quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um prédio na Faria Lima. Praças de alimentação, ar condicionado, engravatados, centros empresariais, toneladas de concreto.

Esse é o único mundo possível. Nele estão as pessoas normais. As pessoas que têm emprego, carteira assinada, FGTS, crachás, férias remuneradas, chefes que detestam, colegas com os quais competem, happy hours. Gente que pega seu carro e sai para trabalhar todas as manhãs, em vez de caminhar, sozinha, em direção a algum quarteirão deprimente no Jabaquara.

Já fiz parte desse mundo. Posso acabar com a minha auto-estima e com a minha paciência enviando currículos para Deus e o mundo, mas nada altera o fato de que não pertenço mais àqueles que usam máquinas de café e scanners, tiram fotos em portarias e alimentam catracas com seus crachás. Como eu quero ouvir novamente fofocas sendo discretamente difundidas na fila do restaurante por quilo.

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